segunda-feira, 11 de junho de 2007

Paço Ducal de Vila Viçosa


O Paço Ducal de Vila Viçosa é um paço ducal situado na Vila Viçosa. Como o próprio nome indica, o paço serviu como casa de férias da família de D. João V, no início.
As obras deste Paço foram iniciadas por D. Jaime. O 4º Duque de Bragança em 1502. E foram terminadas pelo 5º duque de Bragança, D. Teodósio, em 1537. Porém, o Paço Ducal, sofreu alterações até 1640.
Este edifício com 3 andares com uma fachada monumental apresenta registos de ordem toscana e jónico. Este grande e esplendoroso monumento era rico em obras de arte. Mas a maior parte foi leveda pelo Duque de Bragança, quando Rei, para o Palácio da Ribeira em Lisboa.
Após a Implantação da República, a 5 de Outubro de 1910, o Paço Ducal continuou a pertencer a D. Manuel II até 1932, ano em que morreu. Em 1933 o Paço passou a pertencer à Fundação da casa de Bragança e as portas foram abertas ao público.











Breve resenha histórica:

A construção do Solar de Mateus data do princípio do séc. XVIII, e deve-se ao terceiro morgado de Mateus, António José Álvares Botelho Mourão. A sua implantação implicou a demolição do anterior solar, construído 150 anos antes.
Do traçado original do jardim não permanecem muitos vestígios, excepto a escadaria e a latada que dá acesso a um caminho ao fundo da quinta. O actual desenho do jardim foi iniciado em 1933 pela plantação dos buxos na parte de trás da casa; mais tarde, em 1946, teve lugar a expansão do jardim, com a criação do "jardim de baixo", onde se incluem três tanques e um túnel de ciprestes, estendendo-se até à rua dos arcos de buxo; em 1963, o jardim foi completo, com a criação do parque dos arruamentos, até ao novo portão, contornando o espelho de água com cerca de 1500 m2.
As últimas modificações são as que maior repercussões tiveram no aspecto geral do jardim, destacando-se: a construção nos anos 60 de um tanque na parte frontal da casa, acrescentando beleza e harmonia ao palácio; a modificação da entrada principal da casa, que até aqui era feita lateralmente, dando aos visitantes uma visão lateral da casa, ao invés do que acontece actualmente, onde os visitantes podem desfrutar da magnífica frontaria do palácio.
O Palácio é hoje considerado um dos mais belos e grandiosos solares barrocos existentes em Portugal. Em 1911, o Palácio foi classificado como Monumento Nacional, sendo a sua autoria atribuída a Nicolau Nazoni, autor também de outras obras na região Norte de Portugal, tal como a Capela Nova, em Vila Real.


Os Jardins do Palácio:

Os jardins, delineados com verdejante buxo e pontuados por canteiros florais, estão magnificamente arranjados, proporcionando a sua série de terraços adjacentes uma agradável visão sobre os vinhedos em redor.
Um túnel de ciprestes, com a sua espantosa abóbada de meio ponto podada a uma escala especial, e que é uma contribuição à arte topiária portuguesa, separa o jardim inferior em duas partes; uma delas é um pequeno e moderno jardim de água onde preside um ácer-chorão japonês; a outra é um jardim mais tradicional, destacando-se um espectacular desenho em sebes centrado num chafariz. Nesta composição nota-se uma representação do escudo de armas da família Mateus, em buxo, destacando-se sobre a brita branca que constitui o chão. O passeio pelos túneis continua nos prados de baixo por meio de uma elegantíssima pérgola.
O acesso actual ao jardim é feito através de uma suave curva, perfeitamente rodeada por uma mata, o que confere um agradável efeito de surpresa.
Numa perspectiva geral, o jardim localiza-se e orienta-se longitudinalmente em relação ao Palácio, sendo visível um eixo que passa pelo palácio e delimita a norte as zonas edificadas, cavalariças, capelas; a sul as zonas não edificadas, jardins, pomar, vinhas.










Localização:













 Outras Designações:

Solar de Mateus; Casa de Mateus


 História:

Os estudos referentes ao Solar de Mateus são unânimes: é uma das obras mais significativas no quadro da arquitectura civil portuguesa do período barroco. Na realidade, e apesar das muitas questões de autoria que permanecem por esclarecer, neste sumptuoso solar podemos observar um dos modelos arquitectónicos de maior erudição, que tira partido de uma planta em U, dinamizada pelos pátios e escadarias, e não apenas pelos elementos decorativos da fachada, como acontece em grande parte dos imóveis desta época. Aqui encontramos todos os elementos da arquitectura barroca, nomeadamente a simetria, a axialidade, os frontões interrompidos, as balaustradas, as escadarias e os elevados pináculos. Não se sabe ao certo em que data começou a ser construído. Pensa-se que, em 1743, o então arcebispo D. José de Bragança tenha sido informado de que António José Botelho Mourão havia demolido um palácio para construir um outro muito melhor. Razão pela qual se pensa que, nesta data, a edificação do Solar estaria já em fase adiantada.
Por outro lado, esta cronologia coincide com a época em que o arquitecto italiano Nicolau Nasoni trabalhou na igreja de Santa Eulália da Cumeeira (1739), pertencente ao morgado de Mateus, e com o intervalo de 2 anos em que não se sabe onde esteve, antes de regressar ao Porto, em data próxima de 1743. Estes dados consolidam a atribuição do Solar de Mateus a Nasoni, uma vez que as semelhanças com outros trabalhos do arquitecto são bastante evidentes. Contudo, Robert Smith defendeu que, tendo em consideração o curto período em que Nasoni esteve em Mateus, apenas lhe pode ser atribuída a concepção da escadaria e pátio de entrada com passagem directa de carruagens para o jardim posterior, num modelo devedor dos palácios italianos que Nasoni com certeza conhecia. Também a dupla escadaria, os vãos dos patamares e a cornija da fachada se aproximam de muitas outras edificações dos arredores do Porto, da autoria de Nasoni, como o Palácio do Freixo, a casa de Ramalde ou a igreja de São João Novo. Todavia, o excesso de decoração na fachada de Mateus, bem como a inserção de elementos estranhos a Nasoni (de que a flor de lis das janelas do patamar é um exemplo) levam a considerar que, mesmo as composições do arquitecto podem ter sido executadas posteriormente, com algumas divergências e afastamento relativamente aos desenhos de Nasoni. A capela, no prolongamento de um dos corpos da fachada, apresenta inúmeras semelhanças, ao nível da composição da frontaria, com a igreja Nova de Vila Real, onde trabalhou José de Figueiredo Seixas, natural de Viseu, e que é considerado um dos artistas que prolongou de certo modo a lição do artista toscano.
Actualmente, a Casa de Mateus é administrada pela Fundação com o mesmo nome, fundada em 1971, organizando diversas actividades de âmbito cultural (cursos de música e concertos, exposições, o prémio literário D. Dinis, congressos e seminários), para além de conservar a biblioteca e o museu.

domingo, 3 de junho de 2007

Igreja De S. Francisco




A Igreja de S. Francisco, situada na Rua da Alfândega, no Porto, tem para os portuenses e turistas que nos visitam um interesse semelhante ao da majestosa Catedral da cidade, a Sé. A Igreja fazia parte do conventos dos Frades Observantes de S. Francisco e a sua construção foi incentivada pelo Papa Inocêncio IV, em 1244, no entanto só mais tarde é que foi mandada edificar, terminando a sua construção nos princípios do século XIV.